quinta-feira, 7 de abril de 2011
Cérbero de Realengo
quarta-feira, 26 de maio de 2010
DRIBLANDO AS DIFERENÇAS

Em ano de Copa do Mundo, num país de dilatadas veias futebolísticas como o Brasil, é impossível ficar indiferente a toda agitação que invade o imaginário popular e os mais remotos pontos do planeta futebol.
Será o evento que reúne as potências dos gramados apenas uma grande jogada comercial dos verdadeiros donos da bola: magnatas que mais parecem com os meninos de nossa infância, que escolhiam os times nas peladas disputadas em ruas e campinhos por serem os donos da pelota? Ou será esta paixão nacional somente um potente analgésico para anestesiar massas sofridas, aliviando assim temporariamente sua dolorosa realidade de pobreza e vergonhosa corrupção?
Sei que a Terra não para de girar quando começa a rolar a bola nos gramados. Engana-se quem pensa que nossos problemas do dia-a-dia podem ser driblados por chuteiras coloridas, também não é possível com o uso do cartão vermelho expulsar toda injustiça social que aperta o calo de nossa “pátria de chuteiras”. Mas, mesmo assim, ainda enxergo valores mais reais nestes gramados do que as cifras milionárias que envolvem este popular esporte.
Devemos aplaudir, por exemplo, a atitude de um jogador como o Lúcio, capitão da seleção brasileira e da Inter de Milão, que mesmo após ser desprezado pelo técnico que dirige o time adversário, na grande final ainda encontra fôlego para após vitoriosa partida correr na direção deste desafeto, driblando todo passado e marcando assim, com seu abraço, um gol de placa chamado perdão. Sem dúvida este atleta de Cristo levou para casa o mais importante troféu daquela partida, como ele mesmo disse: “Depois do jogo ele me deu os parabéns, me chamou de amigo e eu disse que ele também era meu amigo. Não guardo mágoas”.
Independente de que país erga a taça ao final deste disputado certame, que a nossa verdadeira torcida seja para que mais exemplos como este sejam vistos não somente nos gramados e nas televisões, mas também em nossas igrejas, família, trabalho e espelho.
Caro amigo, é preferível você ser perna de pau como eu no trato com a bola, do que sermos caras de pau no trato com as pessoas, como muitos cristãos hoje são. Ao invés de criticarmos tanto tudo e todos, deveríamos ser autocríticos e mandarmos nossa estrela, chamada orgulho, para o chuveiro, tirando de uma vez por todas o amor pelo próximo do banco de reservas.
A falta mais desleal que existe não é um carrinho cometido por trás, mas sim um sorriso falso a nossa frente. Sendo assim, siga a orientação de um homem que já balançou muitas redes, chamado Simão Pedro: “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro” (1 Pe 1.22).
domingo, 18 de abril de 2010
REGRAS E LEIS

A palavra lei vem do verbo latino ligare, o qual significa “aquilo que liga”, ou legere, que significa “aquilo que se lê”. Mas o que é a lei? Tomás de Aquino define lei como "uma determinação da razão em vista do bem comum, promulgada por quem tem o encargo da comunidade". Princípios como a justiça e o respeito ao próximo são bases da sociedade e convivência social, e as mesmas são expressas através de leis que refletem os valores de uma comunidade visando o bem estar de cada indivíduo.
UMA DETERMINAÇÃO – aqui não há nenhum pedido ou um mero conselho, mas sim uma ordem à espera de obediência; DA RAZÃO – originária no bom senso, não arbitrária ou temperada por caprichos pessoais; EM VISTA DO BEM COMUM – a noção da preservação dos direitos e deveres coletivos, passando pelo indivíduo, devem ser o cerne das leis; PROMULGADA – etapa de um processo legislativo que atesta oficialmente a existência desta lei e confere para a mesma necessidade de execução; POR QUEM TEM O ENCARGO DA COMUNIDADE – a autoridade de quem promulga a lei é quem garantirá a inclinação dos demais em obedece-la, definindo isso, podemos melhor compreender os tipos existentes de leis.
Não seria incorreto analisar os conjuntos de leis vigentes e dizer que as leis podem ser assim divididas: lei divina e lei humana. LEI DIVINA – promulgada diretamente por Deus, trata-se de leis eternas que regem toda a criação, os elementos da física, as ciências naturais, a harmonia desde as galáxias em expansão até as menores partículas da matéria, passando também pelo homem; LEI HUMANA – ratificadas pelo homem, em subordinação a Deus ou não, tais leis podem ser ecos da vontade divina formando leis eclesiásticas ou leis civis temporais que desbotam com o tempo, baseadas na moral de sua época, como a áspera lei de talião ou a libidinosa lei da prima nocte.
Temos visto no decorrer deste estudo que cremos num Deus pessoal que deseja estreitar seu relacionamento com sua criação, revelando-se gradativamente através dos milênios da história humana; cremos que o fiel cumprimento das leis divinas aproxima o homem dos desígnios celestiais, ao mesmo tempo em que, é correto também afirmar que a fria observância de regras apenas mecaniza o sagrado; existe um ponto de equilíbrio, onde o amor deve ser nosso legislador, e foi desta forma que Jesus primeiro cumpriu a lei divina e humana, promulgando depois mandamento eterno: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. (...) Ame o seu próximo como a si mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.
Quando Jesus foi questionado por um jovem, que era praticante das leis sagradas e desejava ser salvo, o bom mestre o incitou a seguir os mandamentos, e vendo seu zelo pessoal o amou, e disse: “Falta-lhe uma coisa, (...) vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me”.
Deus é amor e sem amor é impossível termos comunhão com ele, e não existe qualquer lei que possa revogar isto.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
INFORMAÇÃO
Abraços.
Clay Ventura
A Bíblia e o Pensamento Cristão
Não basta ter a Bíblia na mente, é preciso ter a mente no estudo da Bíblia: "Ora, os crentes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a Palavra com grande interesse, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim".
Alguns dizem que a fé é cega, mas pode um cego conduzir outro cego? Não cairão os dois em alguma cova? A fé de muitos tem desmoronado junto com sua própria vida devido à cegueira, a falta de visão de ambos, é fato que o povo perece por falta de entendimento. A sabedoria grita pelas ruas e levanta a voz nas praças. Aqui vemos o desejo do Deus que é pessoal de se revelar ao homem, procurando os “Adões” de hoje como Ele fazia no Éden na viração do dia. A Bíblia possui a revelação de Deus aos homens, é o farol que brilha na escuridão da noite entre rochedos, apontando divino escape à humanidade decaída; a Bíblia é a única fonte primária e autorizada da teologia cristã, regra de fé e prática de um Deus pessoal que revela a si mesmo. “A revelação é a auto-revelação de Deus em seus desígnios redentores: uma manifestação dirigida para pessoas criadas segundo sua própria imagem”.
O correto estudo das Escrituras destrói paradigmas e constrói o verdadeiro conhecimento cristão. A teologia é uma ciência, a mais destacada de todas, e como ciência possui ferramentas de investigação que ajudam a clarificar o pensamento humano concernente ao sagrado; é preciso sistematizar tal estudo para melhor obtenção dos resultados mais nobres.
Embora muito mais complexo do que aqui é descrito, é correto afirmar que todo pensamento teológico nasce da necessidade humana de esclarecer três pontos cruciais em nossa mente:
1- De onde eu vim?
2- Qual o propósito desta vinda?
3- Para onde iremos?
Assim é desenvolvido o pensamento teológico: impulsionado pelo desejo humano de respostas e atraído pelo desejo de auto-revelação do sagrado. O propósito que motiva ambas as partes não é outro senão a construção de um relacionamento entre Criador e criação, uma comunhão perene possível após haver a nossa compreensão e cumprimento fiel dos projetos divinos, sempre lembrando que somente pela Graça somos salvos. Aqui falamos da teologia cristã, principal foco de nosso estudo. O aparente cisma entre o saber científico e o saber teológico para mim não existe, pois até mesmo para responder a primeira pergunta aqui apresentada, “De onde viemos?”, independente de quem tente responde-la, será apresentada sempre uma resposta teológica. Esta interação entre estes dois campos do saber prossegue quando para dar continuidade ao pensamento teológico somos equipados com os métodos científicos. Com tais ferramentas são estudadas as evidências do sagrado através da observação humana, gerando assim hipóteses, que passam pelo crivo do questionamento até consolidarem-se finalmente em conclusões que serão apresentadas no meio acadêmico. É fundamental que outros tenham o mesmo acesso a este conhecimento, por isso o valor de sistematizar a teologia, para universalizar o trânsito das idéias e revelações.
Na prática, tanto empenho de gerações por milênios, de Paulo a Agostinho, de Jacobus Arminius a Jonh Weslley, não foi outro senão recolher em seus limitados vasos às gotas da sagrada revelação, deixando decantar em sua própria mente toda influência humana, a fim de dar de beber em seguida aos sedentos a límpida e cristalina verdade que goteja do céu e é capaz de regar nossos corações.
O que devemos fazer é respeitosamente retirar nossas sandálias dos pés e caminhar neste estudo do sagrado, sem jamais deixar de andar com Deus, pois a letra solitária apenas mata, porém, de mãos dadas com a divina presença do Senhor e sua revelação, torna-se fonte de vida. Uma das mais acentuadas evidências que apontam para o Autor da Bíblia é que diferente de outras leituras, suas letras ganham vida e saltam das páginas, escrevendo novas histórias na vida das pessoas que a lêem, despertando em homens e mulheres um caráter sadio e uma influência santa.
Que tenhamos na alma o sincero desejo de Jonh Wesley: “Quero conhecer uma coisa: o caminho para o céu... O próprio Deus dignou-se a ensinar o caminho... Ele o escreveu em um livro. Oh, dá-me esse livro! A qualquer preço, dá-me o livro de Deus!”
segunda-feira, 22 de junho de 2009
VAMOS MUDAR O "R" DE LUGAR

Minha humilde sugestão é a mudança do "R" de lugar, precisamos transformar PEDRÃO em PERDÃO, explico: vivemos (ou será que sobrevivemos?) na Era do "Pedrão", aquele conhecido seguidor de Jesus que mesmo após dois anos de caminhada ao lado do Mestre ainda carregava nas mãos uma afiada espada para revidar desafetos, como testemunharam Malco e sua orelha. É preciso com urgência mudar o "R" de lugar e promover assim a Era do PERDÃO, caso contrário faremos como Hamurabi, "olho por olho e dente por dente", reduzindo a irmandade cristã a uma congestionada enfermaria superlotada de cegos e banguelas, seres incapazes de enxergar Cristo ou sorrir em Sua maravilhosa presença.
Chega de mais do mesmo, o velho Código de Hamurabi não promove a justiça de Deus, já passou da hora de seguirmos outra legislação, precisamos viver segundo a nova Lei do Amor (Lucas 6.27).
Veja os benefícios: o perdão traz alívio imediato e liberta a alma da amargura, sem contar que quando perdoamos também somos perdoados, e cá entre nós, todos somos falhos e precisamos receber o perdão proveniente de Deus. Outro fato sobre o perdão é que ele é um dos poucos elementos que quanto mais é dividido mais multiplica-se em nossas vidas.
Perdoar é uma decisão pessoal, algo mais da cabeça cheia da mente de Cristo e menos do enganoso coração do homem, ou seja, precisamos seguir mais os ensinamentos de Jesus e menos as nossas próprias emoções.
Vamos mudar logo o "R" de lugar, assim Deus também mudará nossas vidas, e estaremos aptos para uma nova reforma, não uma reforma ortográfica, mas sim uma reforma espiritual e histórica na igreja sobre a Terra.
A verdade é uma só: nenhum avivamento, por mais esperado que seja, virá enquanto não mudarmos o "R" de lugar.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
JONH WESLEY "VERSUS" EVANGELHO DA PROSPERIDADE Por Daniel Grubba
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
"Estamos defronte de um grande perigo. Se não tomarmos em tempo as medidas necessárias, vamos sofrer muito. O perigo é mais ou menos visível, mas nem todos enxergam. O mal que nos ameaça decorre da superficialidade da nossa conversão e da nossa profissão de fé. É tudo tênue demais. Não há comprometimento sério nem duradouro com Jesus Cristo. Não há mudança de vida. Damos razão ao jornalista e escritor americano Ambrose Bierce quando, em seu O DICIONÁRIO DO DIABO, define o cristão como alguém que segue os ensinamentos de Cristo, desde que não atrapalhem uma vida de pecados. Somos uma multidão de eufóricos, contentes com o crescimento numérico e pouco exigentes com o crescimento espiritual. Uma multidão em festa, que canta, que dança, que depende demais de sinais e maravilhas, que ora, que troca o dízimo por bençãos, que tenta tirar frutos bons da árvore má. Mas não lêe regularmente as Escrituras, não confessa pecados, não renuncia hábitos pecaminosos, não se santifica nem armazena doutrina e esperança. Estamos dentro de uma crise semelhante à de Israel na época do profeta Isaías - muito culto e pouca conversão (Is 1.10-17).
O perigo que está diante de nós é o perigo do parto pela metade. Começamos a nascer de novo mas não acabamos. Fomos atraídos para o evangelho mas não o aceitamos por inteiro. Buscamos o Senhor por causa do pão e não por causa dele mesmo (Jo 6.27). Não queremos ouvir coisas pesadas, não queremos ler, não queremos pensar, não queremos estudar as Escrituras, não queremos investigar, não queremos mergulhar no evangelho das insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8).
Queremos apenas sentir o evangelho, nadar em água rasa e beber leite de mamadeira.
O perigo que nos ameaça é o perigo da casa vazia. É Jesus quem chama a nossa atenção para esse desastre iminente e de grandes proporções. Ele disse que quando alguém recebe a graça de ser liberto de um espírito imundo, deve encher o vazio deixado para não haver a mínima possibilidade de o espírito imundo voltar, trazendo em sua companhia outros sete espíritos piores que ele, agravando em muito a situação anterior daquela pessoa. O Senhor termina o seu recado com as soleníssimas palavras: Eis o que vais acontecer com esta geração má (Mt 12.43-47).
Imagine o que acontecerá a essa multidão em festa que se libertou do espírito imundo e não seguiu adiante, deixando a antiga habitação vazia, limpa e arrumada! Essa situação de vitória pela metade atraia não apenas o demônio que de lá saiu, mas muitos outros, tornando muito pior o estado anterior. Aqueles que tem conhecido o Senhor e Salvador Jesus Cristo e que escaparam das forças destridoras do mundo, mas depois foram agarrados e dominados por elas, ficam no fim em pior situação do que no começo (2 Pe 2.20).
Não podemos permitir que tamanha tragédia ocorra na igreja brasileira. Para tanto é preciso pregar e viver o evangelho todo, o evangelho do arrependimento, o evangelho da porta estreita, o evangelho da renúncia, o evangelho da obediência, o evangelho da continuidade, o evangelho eterno!"
Evangelho Genérico e Outros Placebos
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
A IMPORTÃNCIA DA ESCOLA DOMINICAL PARA UM MENINO
Seu pai era alcóolatra e morreu prematuramente com 41 anos de idade. Este menino de somente 4 anos não tinha muitas expectativas na vida e foi obrigado a mudar de cidade, indo trabalhar e morar com seu tio numa sapataria em Boston. Seu tio, um cristão fiel, fez apenas uma exigência para permitir a permanência de seu sobrinho em sua casa: “FREQUENTE A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL”.quarta-feira, 26 de novembro de 2008
FIM DO MUNDO... SERÁ MESMO?
O indústria cinematográfica a cada nova temporada lança novos filmes para atrair multidões aos cinemas. Sempre há algum lançamento apocalíptico, que prevê o fim do mundo e a destruição da raça humana. Neste ano um novo épico desastre estreará nas telonas, trata-se de 2012, que tira proveito do fim do calendário maia em 2012 e das mudanças climáticas globais para marcar a data do apocalipse, repetindo a mesma fórmula dos filmes Amargeddon, Impacto Profundo, etc... sábado, 4 de outubro de 2008
CÃES E GATOS

Veja as distinções destas espécies.
O cão ao ver seu dono festeja sua chegada, salta, balança o rabo, corre eufórico, rodopia alegremente, tudo para agradar aquela pessoa tão amada... já o gato disfarça, dissimula e só faz um agrado no dono quando deseja dele colo ou comida, pois o felino enxerga no dono apenas um provedor de necessidades materiais.
O cão vive aos pés do dono e se for preciso morre defendendo sua casa... já o gato salta muros e telhados para sair de casa, para ele é impossível somente descansar aos pés do seu dono.
O cão enxerga a mão que o alimenta como sendo a própria mão de Deus; seu dono, para ele, é semelhante a Deus, por isso tamanha é a devoção canina... já o gato acha que seu dono o serve por ele ser especial, na visão do gato ele mesmo é Deus e assim deve ser reverenciado pelo seu dono.
Quando o cão é repreendido ou mesmo apanha do seu dono, se encolhe envergonhado, mas logo volta pedindo desculpas, pois seu amor supera todo constrangimento... o gato quando acuado defende-se, arranha o dono e foge.
DEUS É NOSSO DONO... VOCÊ É UM CÃO OU UM GATO?

sábado, 20 de setembro de 2008
PRELÚDIO DO DIA



